Viabilidade técnica e econômica do uso de diferentes níveis de grãos secos de destilaria com solúveis (Zea Mays L.) em borregas terminadas em confinamento

  • L. J. V. Geron Universidade do Estado de Mato Grosso, Pontes e Lacerda, MT
  • A. L. Souza Universidade Federal do Mato Grosso, Cuiabá, MT
  • A. M. Zanine Universidade Federal do Maranhão, Chapadinha, MA
  • M. A. P. Pierangeli Universidade do Estado de Mato Grosso, Pontes e Lacerda, MT
  • D. J. Ferreira Universidade Federal do Maranhão, Chapadinha, MA
  • E. L. Sousa Neto Universidade do Estado de Mato Grosso, Pontes e Lacerda, MT
  • E. J. H. Paula Universidade do Estado de Mato Grosso, Pontes e Lacerda, MT
  • L. C. Diniz Universidade do Estado de Mato Grosso, Pontes e Lacerda, MT
  • I. S. Santos Universidade do Estado de Mato Grosso, Pontes e Lacerda, MT
  • S. F. Zanin Universidade Federal do Mato Grosso, Cuiabá, MT

Resumo

Avaliou-se a viabilidade da utilização de rações contendo diferentes níveis de grãos secos de destilaria com solúveis - GSDS (0, 8, 16 e 24%) em borregas confinadas. As rações continham 65% de volumoso (silagem de milho) e 35% de concentrado (grão de milho moído, farelo de soja, grãos secos de destilaria com solúveis e ureia). Foram utilizadas 16 borregas sem raça definida, com peso corporal (PC) inicial de 23,8 ± 1,5 kg, confinadas por 75 dias. Foi utilizado delineamento experimental inteiramente casualizados com quatro tratamentos. Os dados de consumo MS e ganho médio diário (GMD) das borregas alimentadas com os diferentes tratamentos foram submetidos à análise de variância e as diferenças obtidas foram analisadas por equação de regressão a 5% de significância. Os diferentes níveis de GSDS não alteraram o GMD das cordeiras em confinamento. Pela simulação técnica econômica, a diferença obtida no valor da receita total por carcaça das borregas foi de R$ 26,93 a mais para a ração a base de 16% de GSDS em relação à ração com 0% de GSDS. Além disso, a ração com 24% de GSDS apresentou um valor de R$ 5,67 a menos em relação à ração com 0% de GSDS. Foi verificado que as borregas alimentadas com os diferentes níveis de GSDS apresentaram uma receita de R$ 18,00 kg/carcaça, o que proporcionou uma diferença de R$ 2.693,00 na receita total entre as rações contendo 16 e 0% de GSDS para um módulo de 100 animais. A diferença do valor da receita total foi reflexo do maior peso da carcaça quente de 11,4% para a ração com 16% GSDS em relação à com 0% GSDS. A ração com 16% de GSDS apresentou um custo de R$ 1,48/kg menor em relação à ração com 0% de GSDS. Além disso, a ração com 16% de GSDS apresentou receita líquida total de 98,7% maior em relação à ração com 0% de GSDS. O grão seco de destilaria com solúveis pode ser inserido na dieta de borregas em terminação em até 24% da ração total sem alterar o desempenho animal, e ao considerar a simulação econômica a utilização de 16% de inclusão de GSDS apresenta maior lucratividade.

Publicado
30-04-2018
Como Citar
Geron, L., Souza, A., Zanine, A., Pierangeli, M., Ferreira, D., Sousa Neto, E., Paula, E., Diniz, L., Santos, I., & Zanin, S. (2018). Viabilidade técnica e econômica do uso de diferentes níveis de grãos secos de destilaria com solúveis (Zea Mays L.) em borregas terminadas em confinamento. Boletim De Indústria Animal, 75. https://doi.org/10.17523/bia.v75n1p33
Seção
PRODUÇÃO DE RUMINANTES

##plugins.generic.recommendByAuthor.heading##