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27/07/2015

Uso da palhada para sistema de plantio direto e alimentação animal é pesquisado pelo IZ

O consórcio de milho safrinha com o capim-ruziziensis é uma prática com uso de capim semeado na entrelinha do milho safrinha na mesma operação de plantio. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Zootecnia (IZ/Apta) e com o apoio da Fundação Agrisus, pesquisa se o fornecimento de nitrogênio que visa, inicialmente, apenas a cultura do milho safrinha, também, pode favorecer o capim, que posteriormente será utilizado para a palhada e alimentação animal, sem causar prejuízos a produção do milho.

O estudo determinará a influência da adubação nitrogenada de cobertura, para o consórcio de milho safrinha com o capim-ruziziensis em sistema de plantio direto adubando-se as linhas do milho safrinha e do capim-ruziziensis em cobertura, relacionado aos aspectos nutricionais – solo e plantas –, e produtivos – milho safrinha e capim-ruziziensis.

De acordo com a pesquisadora Karina Batista, doutora em Solos e Nutrição de Plantas, o projeto “Adubação Nitrogenada de Cobertura no Consórcio de Milho Safrinha com Capim-Ruziziensis em Sistema Plantio Direto”, poderá apresentar resultados avançados para pecuária. “Sabemos que é possível a utilização do capim na alimentação animal, como bovinos de corte, principalmente, em época de escassez de alimento.”

“As contribuições do consórcio são inúmeras principalmente diante da escassez de chuva dos últimos tempos, mas ainda é necessário ajustes na tecnologia para se obter os benefícios, sem perder a produtividade do milho safrinha e do capim-ruziziensis”, destaca Karina.

Nesse contexto, a pesquisadora diz que é necessário levar em conta o fornecimento de nitrogênio (N) para o capim-ruziziensis, pois o cultivo consorciado pode aumentar a quantidade de nitrogênio necessária, principalmente quando é feito entre gramíneas produtoras de grãos e gramíneas forrageiras. “Pesquisas têm demonstrado que cerca de 50% do nitrogênio absorvido pela cultura do milho é exportado pelos grãos, já em pastagens de capins tropicais a redução da disponibilidade do nitrogênio tem sido uma das principais causas da sua degradação”, explica.

Estudos relacionados ao manejo da adubação nitrogenada no sistema de consórcio de milho safrinha e capim-ruziziensis são escassos. Em solos com baixo a médio teor de matéria orgânica, quanto maior o potencial de produção da forrageira, maior poderá ser a eficiência da adubação nitrogenada.

Assim, para fazer recomendações de fertilização no sistema consorciado, é preciso antes de tudo, verificar se as espécies consorciadas têm potencial para a utilização do nitrogênio ofertado.

Pesquisas têm demonstrado um aspecto importante nas pastagens e na agricultura. “Quando se trata de sistemas isolados de pastagem, ocorre predominância de amônio (NH4+) e quando se trata de sistemas agrícolas isolados, ocorre o predomínio de nitrato (NO3-), mas em se tratando de sistemas de consorciação de capins com culturas produtoras de grãos pouco se sabe”, enfatiza Karina.

Outro aspecto importante que deve ser sublinhado no projeto, segundo Karina, é o teste do uso da leguminosa-crotalária (Crotalária spectabilis), antes do cultivo do milho safrinha em sistema de plantio direto, “já que estudos têm apontado economia no uso de fertilizantes nitrogenados, quando essa leguminosa é utilizada como planta de cobertura”.

Arnaldo Jardim, secretário da Agricultura e Abastecimento salienta a relevância dos trabalhos no âmbito da alimentação animal. “O IZ tem atendido as demandas visando o desenvolvimento do Agronegócio Paulista, como incremento da competitividade das cadeias de proteína animal. Possibilitar  que o produtor obtenha melhores resultados é uma recomendação do governador Geraldo Alckmin”, destacou o secretário.

Lisley Silvério (MTb 26.194)
Jornalista – Assessora de Imprensa
Assistente Técnico de Pesquisa Científica e Tecnológica II
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Secretaria de Agricultura e Abastecimento SP

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