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06/10/2017

Parceria da Afiz com o Instituto Filadélfia beneficia os funcionários do IZ com óculos de grau

Os funcionários do Instituto de Zootecnia (IZ/Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, serão beneficiados pelo convênio entre o Grupo Educacional Filadélfia e a Associação dos Funcionários do Instituto de Zootecnia (Afiz), para a avaliação da visão, realizada por alunos do curso técnico de Ótica e Optometria do Filadélfia.

A prática do estudo tem a coordenação pedagógica de Andréa Vittori Ribeiro e a supervisão do professor Marcelo Tetila. O grupo de 16 alunos já avaliou cerca de 80 funcionários do IZ. Na primeira etapa, 30 pessoas receberam os óculos de grau, que são entregues gratuitamente. A previsão é que ainda ocorra mais três etapas semelhantes a essa.

“O Instituto e os alunos doam as lentes e as armações dos óculos. A gratuidade dos óculos é uma contrapartida para a prática das atividade. O curso tem a duração de dois anos e abrange aulas teóricas e práticas com todos os equipamentos necessários para as avaliações”, explicou Andréa.

Em Ribeirão Preto (SP), segundo a coordenadora, o Filadélfia já atendeu, desde 2004, mais de dez mil pessoas e doou aproximadamente sete mil óculos.

Andréa explicou que o optometrista é um profissional da área da saúde, que faz a primeira avaliação da acuidade visual, para correções de graus para longe e perto. “O trabalho deste profissional é emitir laudos e pareceres ópticos-optométricos, porém, se durante o atendimento for detectado alguma alteração, a pessoa é orientada a procurar um médico oftalmologista ou clínico geral, pois somente estes profissionais poderão fazer diagnósticos clínicos e prescrições médicas”, explicou.

A atividade, monitorada pela funcionária do IZ, Verônica Ozolin, tesoureira da Afiz, pretende avaliar cerca de 150 funcionários até novembro. “Também serão atendidos os familiares dos funcionários, funcionários aposentados, além dos funcionários dos serviços terceirizados do IZ – equipe de limpeza e segurança”, detalhou.

Segundo Marcelo, a maioria dos funcionários disse nunca ter feito uma avaliação como a realizada pelos alunos, e alguns nem mesmo haviam feito consulta com um oftalmologista. “Foi possível observar a felicidade das pessoas atendidas, pois para muitos foi uma oportunidade única de serem examinados tão minuciosamente e poderem voltar a ler, acarretando bem-estar e melhor qualidade de vida”, ressaltou o supervisor.

O funcionário Valdomiro da Silva Gouveia, 55, o Tico do IZ, vai precisar de óculos para longe e perto e também de óculos de sol. “Já fiz exames, mas nunca tão detalhado como o de hoje. Estão de parabéns, gostei muito”, elogiou.

A funcionária Alessandra Pennachione falou que tem muita dor de cabeça, e no laudo foi detectado que é ocasionada pelo excesso de acomodação dos músculos dos olhos. Neste caso, a técnica Suellen disse que “Alessandra utilizará óculos para descanso”, enfatizou.

Suellen Favaro de Souza, aluna do curso, disse que a prática no IZ está sendo muito proveitosa, são laudos optométricos bem variados, “além de ser muito gratificante poder ajudar o próximo”. “Atendi pessoas com dificuldades para desenvolver o trabalho por não enxergarem corretamente”, destacou.

A aluna Michele Oliveira também expressou satisfação nesse estágio, ao seguir os critérios da ficha de avaliação é possível saber da história de vida da pessoa e como ela reage de acordo com cada procedimento e até onde a insuficiência visual pode prejudicar a qualidade de vida. “Atendemos pessoas de várias idades – de jovens a idosos –, com isso conhecemos diversos casos que colaboram com a nossa experiência, aprendendo mais a cada dia”, falou.

“Um fato importante está na conscientização do uso de óculos de sol – não deve ser utilizado apenas como um acessório no vestuário, mas deve ser utilizado para evitar o envelhecimento da retina, aparecimento da catarata, e o surgimento e crescimento do pterígio que afeta a visão, é quando cresce uma pele produzida pelo organismo para proteger os olhos, atingindo a íris e pupila”, enfatizou Michele.

O professor destacou que os raios ultravioletas são muito fortes e as pessoas não dão importância para o fato, e isso causa grandes problemas à visão. A falta de óculos de sol, para as pessoas que trabalham no campo e recebem a luz diretamente ou reflexos do sol, faz com que o organismo proteja os olhos, produzindo a segunda pele, mas isso prejudica a visão, e com o tempo, leva até a intervenção cirúrgica. “Aqui no IZ, por exemplo, detectamos muitos casos, a cada dez pessoas avaliadas, oito têm o pterígio”, enfatizou.

 

Técnico em óptica e optometria

Exercem suas funções em laboratórios ópticos, em estabelecimentos ópticos básicos e plenos, em centros de adaptação de lentes de contato, podendo, ainda, atuar no ramo de vendas e em atividades educativas na esfera da saúde pública. São contratados na condição de trabalhadores assalariados, com carteira assinada e, também, na condição de empregador.

 

Por Lisley Silvério (MTb 26.194)
Assessora de Imprensa
Instituto de Zootecnia
Secretaria de Agricultura e Abastecimento SP

Fone: (19) 3476-9841
E-mail:
 lisley@iz.sp.gov.br
www.iz.sp.gov.br

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