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24/04/2019

Dia Internacional do Milho: Ações da Secretaria fomentam a utilização da cultura

Colheita de milho.

Colheita de milho.

O Dia Internacional do Milho é comemorado anualmente em 24 de abril, trata-se de um alimento importante para a vida humana devido às suas qualidades nutricionais, lembrando, ainda, que a cultura é uma das principais no Brasil: sua exportação, em 2018, foi de US$ 3,6 bilhões.

Por entender a importância do milho para uma alimentação saudável e como incremento econômico, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), por meio de seus institutos e coordenadorias, vem promovendo o cultivo do milho de forma sustentável, incentivando seu uso tanto na rotação de culturas como no plantio direto e na recuperação de pastagens. Além das tecnologias desenvolvidas, a SAA faz análises econômicas e de qualidade, bem como fomenta a transferência de conhecimento com apostilas e cursos.

Economia

Segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA), o milho é o sétimo produto na escala do Valor da Produção Agropecuária (VPA) no Estado de São Paulo, com R$ 2,7 bilhões, representando 3,6% da produção paulista. Está abaixo apenas dos valores da cana-de-açúcar, carne bovina, laranja, carne de frango, soja e dos ovos de galinha.

Em São Paulo, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), há perspectiva de uma produção expressiva do milho.  A primeira safra está consolidada em 2,065 milhões de toneladas, já a segunda teve a área de plantação de 535 mil hectares; e é esperada uma boa produção, cerca de 2,506 milhões de toneladas, com uma produtividade de 4.678kg por hectare.

A produção desta safra será importante no mercado do cereal, pois é insumo fundamental em diversas cadeias produtivas, desta forma disponibiliza ao mercado consumidor um produto de excelente qualidade, suficiente para atender às exportações e o mercado interno. A exportação de milho em 2018 foi de US$ 3,6 bilhões, ganhando dimensão na economia e reforçando ainda mais a pauta do comércio exterior brasileiro.

Pastagens degradadas 

Resultados de pesquisas do Instituto de Zootecnia (IZ) revelaram que a recuperação de pastagens por meio do cultivo do milho é uma importante alternativa para os pecuaristas, podendo ser empregada em pequenas e grandes propriedades, além de permitir a correção e o uso do solo com rentabilidade, desde o primeiro ano que inicia a adoção desta prática. Para isso, é preciso fazer um diagnóstico da pastagem, para que possa organizar o preparo do solo, no qual poderá incluir a necessidade de aração, gradagem e subsolagem.

A recuperação de pastagens por meio do plantio de milho precisa de tempo – muitas vezes a primeira safra não resolverá.  Uma opção para o produtor é plantar outras culturas anuais, para que o solo seja reestruturado. Caso contrário, há possibilidade de não ter sucesso na produção do milho nem na recuperação da pastagem. Para garantir a recuperação, é necessário que o pecuarista programe a calagem e a adubação de plantio e de cobertura.

Atualmente existem várias opções disponíveis para recuperação de pastagens por meio do plantio de culturas anuais, sendo que algumas delas foram criadas pelos próprios produtores e pecuaristas com base em suas experiências. Por exemplo: safra de milho + safra de boi; soja + safra de milho + safra de boi. Nesse sentido, a recuperação das pastagens por meio dos sistemas integrados com milho pode ser realizada por meio de consórcio, da sucessão ou da rotação de culturas anuais com espécies forrageiras.

Produtos do milho

O Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) permite explorar as diversas possibilidades de uso do milho na indústria de alimentos e bebidas. No Centro de Tecnologia de Frutas e Hortaliças (Fruthotec), é possível desenvolver o milho verde e derivados, como o milho verde em conserva, em parceria com a área de Engenharia de Processos do Centro de Tecnologia de Laticínios (EP-Tecnolat), e farinhas e flocos para diferentes formulações de sopas, sorvetes, iogurtes e cremes tipo curau. Dentre os trabalhos feitos, estão estudos sobre a produção de pamonhas com substituição da palha por embalagens flexíveis termorresistentes e a elaboração de suco de milho acondicionado em embalagens assépticas para armazenamento em temperatura ambiente.

Os derivados do milho, como grãos, grits, fubás, flocos, amido regular e modificado, maltodextrinas e xaropes de glicose são importantes ingredientes para pesquisa e desenvolvimento do Centro de Tecnologia de Cereais e Chocolates (Cereal Chocotec) nos setores de biscoitos, panificação tradicional e sem glúten, barras de cereais, balas duras e mastigáveis, farofas temperadas, confeitos, pipocas, produtos aerados, produtos em pó (achocolatados) etc.

Em busca da qualidade e da segurança do milho e de seus derivados, são diversos os ensaios que podem ser realizados por meio de unidades laboratoriais de referência em Química, Microbiologia e Análises Físicas, Sensoriais e Estatísticas (Lafise) do Centro de Ciência e Qualidade dos Alimentos (CCQA).

Um pouco mais sobre o milho

Segundo a apostila da Coordenadoria de Desenvolvimento Agrícola (Codeagro), o milho (Zea mays) é um cereal originário da América, levado para a Europa no século XVI pelos espanhóis. Cultivado em grande parte do mundo, é utilizado como alimento humano ou ração animal, devido às suas qualidades nutricionais – é fonte de energia para o homem, sua casca é rica em fibras, o grão é constituído de carboidratos, proteínas e vitaminas B, e contém minerais como: ferro, fósforo, potássio e zinco. Atualmente, o maior produtor mundial são os Estados Unidos, seguidos da China e do Brasil.

No Brasil, é a matéria-prima principal de vários pratos da culinária típica brasileira como canjica, cuscuz, polenta, angu, mingau, pamonhas, cremes, bolos, pipoca ou simplesmente milho cozido, muito consumido principalmente em festas típicas como as festas juninas. Na indústria, pode ser usado como componente para a fabricação de biscoitos, amido, azeite, pães, chocolates, geleias, sorvetes e maionese, além de bebidas alcoólicas, edulcorantes alimentícios e combustíveis.

Por Assessoria de Comunicação
Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

 


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