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04/06/2008

IZ representa o Estado de SP em ensaios para obtenção de cultivar exemplo de milheto junto ao MAPA (05/2008)

O Instituto de Zootecnia (IZ-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), é precursor em pesquisas de plantas forrageiras tropicais e, ainda, lidera programas com utilização de tecnologia de ponta para obtenção e lançamento de novos cultivares de forrageiras. O representante do Serviço Nacional de Proteção de Cultivares (SNPC), vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Fabrício Santana Santos, Fiscal Federal Agropecuário, visitou o IZ, em maio, durante dois dias (8 e 9) para acompanhar o ensaio de cultivar exemplo de milheto (Penninsetum glaucum).

 

Os estudos são fundamentados nas normas da UPOV (União Internacional para a Proteção das Obtenções Vegetais), sendo que em todo Brasil, sete ensaios de cultivares exemplo de milheto estão sendo conduzidos, dentre eles, no IZ, em Nova Odessa (SP).

 

De acordo com Fabrício Santos, o MAPA solicitou às empresas e instituições públicas que trabalham com melhoramento genético e classificação botânica de plantas forrageiras, o ensaio para obtenção de cultivar exemplo de milheto. “O Brasil é responsável, mundialmente, pelos descritores mínimos dessa cultura”, diz Fabrício.

 

“O ensaio exemplo do IZ superou as expectativas, ao conseguir padronizar a aplicação de metodologias, segundo as normas estabelecidas pela UPOV. Foi possível observar a diferença morfológica entre os cultivares”, afirma Fabrício.

 

O pesquisador científico do IZ, Dr. Waldssimiler Mattos, explica que o milheto é utilizado para silagem, plantio direto, cultura anual, tem grande tolerância à seca e produz boa massa. “O IZ está testando 11 cultivares comerciais de milheto”, diz o pesquisador.

 

“Estão envolvidos no ensaio de cultivar exemplo de milheto a Embrapa Clima Temperado em Pelotas/RS; Fazenda Sucupira (ensaio realizado pelo MAPA/SNPC em Brasília/DF; Embrapa Milho e Sorgo em Sete Lagoas/MG; Embrapa Gado de Leite em Coronel Pacheco/MG; Agronorte em Mato Grosso/Sinop; Bonamigo Melhoramento e Sementes Adriana em Campo Grande/MS”, destaca Fabrício.

 

Após a finalização dos ensaios, serão indicados os cultivares exemplo de milheto, na reunião da UPOV, que ocorrerá na África do Sul, em Julho de 2008. “A validação dos cultivares exemplo serão referência de comparação para países signatários da UPOV”, explica Fabrício.

 

“Para o produtor é uma garantia de qualidade e para a pesquisa científica a certeza de que estará sempre sendo fomentada”, explicam os pesquisadores científicos do IZ – Waldssimiler Teixeira de Mattos, Luciana Gerdes, Márcia Atauri Cardelli de Lucena e Alessandra Aparecida Giacomini.

 

“Com o respaldo e garantia das pesquisas científicas, o produtor estará certo de que conseguirá resultados positivos em sua produção, principalmente, ao poder comparar os produtos disponíveis no mercado”, ressalta Luciana Gerdes.

 

Este trabalho da Secretaria de Agricultura, através do IZ, em conjunto com o Ministério da Agricultura propiciou maior integração entre os dois órgãos governamentais, “favorecendo a possibilidade de parcerias para descrição de outras forrageiras tropicais”, destaca Fabrício.

 

O Brasil ainda é responsável, segundo Fabrício, pelos ensaios dos cultivares exemplo de mandioca, eucalipto, café, abacaxi e banana.

 

Normas - proteção e intercâmbio

 

Segundo informações do Ministério, como conseqüência da adesão a UPOV, estabeleceu-se a reciprocidade automática do Brasil com os demais países membros. A partir desse fato, todos os países que fazem parte da UPOV obrigam-se a proteger cultivares brasileiras e, em contrapartida, o Brasil também se obriga a proteger cultivares procedentes desses países, facilitando o intercâmbio de novos materiais gerados pela pesquisa brasileira e estrangeira.

 

A UPOV também promove a padronização de conceitos, documentos técnicos, procedimentos administrativos, além de viabilizar cooperações técnicas, com vistas a facilitar o intercâmbio entre os países membros.

 

No Brasil, o órgão competente para a aplicação da lei e para acatar os pedidos de proteção de cultivares é o Serviço Nacional de Proteção de Cultivares (SNPC). O SNPC tem a missão de garantir o livre exercício do direito de propriedade intelectual dos obtentores de novas combinações filogenéticas, na forma de cultivares vegetais distintas, homogêneas e estáveis, zelando pelo interesse nacional no campo da proteção de cultivares.

 

O SNPC - Serviço Nacional de proteção de Cultivares - está ligado ao Departamento de Propriedade Intelectual e Tecnologia da Agropecuária-DEPTA da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo-SDC e tem como área de suporte o Laboratório Nacional de Análise, Diferenciação e Caracterização de Cultivares-LADI.

 

 
Foto: Pesquisadores do IZ: Waldssimiler Teixeira de Mattos, Luciana Gerdes, Márcia Atauri Cardelli de Lucena e Alessandra Aparecida Giacomini e as estagiárias Elka Letícia Martins Garcia e Vanessa Duarte de Oliveira e o Fiscal Federal Agropecuário do MAPA Fabrício Santana Santos (segundo da esq) 

 

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