NOTÍCIAS


27/05/2010

Gen sertanejo garante sobrevivência (27/05/2010)

O Centro Apta em Bovinos de Corte, com sede em Sertãozinho, pertencente ao Instituto de Zootecnia (IZ-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo colaborou com o estudo de pesquisadores da Excegen Genética SA, Genon Genética ltda., Coarana Biotecnologia ltda. e Universidade Federal de Minas Gerais;

 

O estudo foi realizado em Sertãozinho (SP), São Carlos (SP), Jaraguari (MS) e Paracatu (MG) e durou cerca de 7 anos.

 

Apoiaram o estudo: Bellman Nutrição Animal, Beckhauser Troncos e Balanças, Brascan Cattle SA, Fundação Acangaú, Quilombo Empreendimentos e Participações Ltda e Vallée.

 

Em condições de restrição dietética, bovinos que carregam uma forma selvagem do gen do hormônio do crescimento bovino (GH) conseguem manter o crescimento, enquanto que os que carregam a forma doméstica do gen param de crescer, de acordo com um estudo publicado na revista Genetics and Molecular Research (GMR).

 

No estudo, os pesquisadores compararam o ganho de peso de bois da raça nelore (Bos indicus) portadores da forma comum ou doméstica do GH chamada de G2 e da forma selvagem, G1.

 

Em condições de abundância de alimento, os animais G2 ganharam mais peso que os animais G1. Entretanto, quando o alimento tornou-se escasso, a situação se inverteu: os animais G2 perderam peso e os animais G1 mantiveram o ganho de peso.

 

O GH controla o metabolismo, crescimento, desenvolvimento e envelhecimento em virtualmente todos os animais, desde os insetos até o ser humano. Mutações genéticas que reduzem a atividade do GH costumam aumentar a duração de vida e a longevidade de forma semelhante à observada nos modelos de restrição dietética. Entretanto, o mecanismo pelo qual a restrição dietética opera não é bem compreendido.

 

"Nossos resultados mostram que o regime dietético ideal é tanto conseqüência da seleção genética quanto sua própria causa. Os regimes dietéticos funcionam como qualquer força de seleção, no sentido de adaptar os genes às condições nutricionais", explica Sergio Dani, cientista que liderou o estudo.

 

A forma doméstica do GH foi apelidada pelos pesquisadores de "exigente", porque ela está adaptada às condições de abundância de alimento. A forma selvagem foi apelidada de "sertaneja" porque ela está adaptada às condições de restrição dietética.

 

Como o gen sertanejo é raro nos rebanhos domésticos estudados, quase todos os animais que carregam uma cópia do gen sertanejo também carregam uma cópia do gen exigente. Essa condição é chamada de heterozigose.

 

"Por ter tendência recessiva, o gen sertanejo mantém-se nos rebanhos mesmo em condições de abundância de alimento", explica Hani Yehia, co-autor do estudo. "Animais heterozigotos possuem desempenho próximo daquele apresentado pelos homozigotos exigentes em condições de abundância. Assim, perpetuam o gen sertanejo e mantêm a possibilidade de nascimento de animais homozigotos sertanejos, fundamentais para a sobrevivência da espécie em condições de escassez", conclui Yehia.

 

Segundo Sergio Dani, o estudo mostra que regimes dietéticos não necessariamente aumentam ou diminuem a duração da vida ou a longevidade: "É tudo uma questão de adaptação ao ambiente. Enquanto houver alimento abundante, animais exigentes terão vantagem sobre animais sertanejos. Quando o alimento torna-se escasso, os exigentes sucumbem e os sertanejos sobrevivem", conclui.

 

Artigo estará acessível gratuitamente em: http://www.funpecrp.com.br/gmr2008b/index.asp


Fonte: Excegen Genética SA, Maio de 2010


Acompanhe a Secretaria:

www.agricultura.sp.gov.br
www.agriculturasp.blogspot.com
www.twitter.com/agriculturasp
www.flickr.com/agriculturasp
www.youtube.com.br/agriculturasp
www.facebook.com
www.delicious.com/agriculturasp
www.orkut.com/agriculturasp

 



Veja todas as notícias



Envie a um amigo

Adicione ao Favoritos

Imprimir