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22/09/2011

Pesquisadora Veríssimo (IZ/APTA/SAA) foi entrevistada pela Revista AG (Setembro de 2011)

A pesquisadora do Instituto de Zootecnia (IZ/APTA/SAA), Cecília José Veríssimo, foi entrevistada pela revista A Granja, no mês de setembro de 2011, sobre o tema infestação de carrapatos em bovinos.

Segundo a pesquisadora, para que o controle seja efetivo, é fundamental que o produtor encaminhe amostras de mamonas (cerca de duzentas ou meio pote de margarina) para realizar o exame conhecido como biocarrapaticidograma, que mostra qual o carrapaticida mais indicado para a propriedade. “O Centro de Pesquisa em Gado de Leite da Embrapa de Juiz de Fora, faz esse exame de graça para o produtor rural. O Instituto Biológico da APTA (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios), situado em São Paulo, também o faz, cobrando um preço acessível pelo exame. Sem saber se o produto que usamos está funcionando no controle do carrapato, poderemos, além de estar jogando dinheiro fora, não controlar a população de carrapatos (nos animais e nas pastagens) e, assim, prejudicar ainda mais os animais”, informa a pesquisadora.
 
Além do controle estratégico, Cecília também destaca o controle biológico, com a seleção de animais resistentes aos carrapatos. Ela lembra que todos os bovinos das raças zebuínas se enquadram nisso, com ênfase para o Nelore. Já as raças de origem européia, em especial a Holandesa, são altamente suscetíveis. “Contudo, a raça Jersey, embora tenha origem européia, deve ter tido um ascendente zebuíno, pois ela é bastante resistente ao carrapato e tolerante ao calor”.
 
A veterinária ressalta, ainda, que um estudo realizado pelo IZ com vacas das raças européias Holandesa, Pardo-Suíça e Jersey, vacas mestiças de vários graus de sangue europeu x zebu, e zebuínas Gir Leiteiro e Nelore, identificou a ultima raça como a mais resistente, seguida de perto pela Gir. “As vacas Jersey, surpreendentemente tiveram 70% de sua população considerada resistente”, comentou. A Pardo-Suíça e Holandesa foram as mais suscetíveis. “Mas é preciso lembrar que mesmo dentro de uma população suscetível como a Pardo-Suíça ou Holandesa, existem animais resistentes, onde poucos carrapatos conseguem se fixar. Por isso, recomendo que os produtores fiquem de olho em seus animais, e descartem, se puderem, aqueles mais suscetíveis ao carrapato, e selecionem e retenham os resistentes, pois a resistência é passada às gerações seguintes.”
 
A homeopatia é mais uma opção que tem se mostrado útil, no sentido de aumentar a resistência dos animais. Assim como o controle seletivo, concentram-se as aplicações de carrapaticida nos animais de sangue “doce”, que estão sempre mais infestados. “Deixar animais resistentes sem a medicação permite que alguns carrapatos não sejam afetados pelo carrapaticida, podendo garantir que haverá uma população de carrapatos que não sofreu a pressão de seleção exercida pelo produto, o que aumenta a vida útil do medicamento”.
 
A pesquisadora possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (1982), mestrado em Zootecnia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1991) e doutorado em Zootecnia - Qualidade e Produtividade Animal pela Universidade de São Paulo (2008). Atualmente é pesquisador cientifico nivel VI do Instituto de Zootecnia. Tem experiência nas áreas de Zootecnia e Medicina Veterinária Preventiva, com ênfase em Produção Animal e controle de doenças, atuando principalmente nas seguintes espécies e temas: bovinos: controle do carrapato Boophilus microplus, e mastite bovina; ovinos: controle da verminose e mastite ovina.
 
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Fonte: Revista AG – Setembro de 2011 // Pesquisadora Cecília José Veríssimo

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