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25/07/2002

IZ participa da Animaltec expondo tecnologia animal

De 25 a 27 de julho (sábado), o Instituto de Zootecnia ( IZ/APTA), de Nova Odessa (SP), órgão da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento do Estado (SAA), estará participando da 2ª edição da Animaltec, Feira Dinâmica de Tecnologia Animal, que acontece na UNESP – Universidade Estadual de SP em Jaboticabal.

O evento tem como objetivo difundir tecnologia referente à produção animal, em diferentes nichos de mercado, do pequeno ao grande produtor, além de estimular a geração de negócios entre os diversos elos da cadeia produtiva.

A Feira vai reunir produtores rurais, técnicos e empresários que estão em busca de novas tecnologias, produtos e serviços. Haverá demonstrações técnicas, além de Fórum de Palestras e Debates.

São 70 mil metros quadrados onde também haverá uma área destinada a mais de 200 apresentações dinâmicas por dia, envolvendo as cadeias produtivas de bovinos de corte e de leite, aves, criação de coelhos e de cabras, bubalinos, ovinos, suínos, animais silvestres, organismos aquáticos, cavalos e minhocultura, além de sanidade animal, hidroponia e controle biológico.

O IZ, grande centro de pesquisa localizado na região de maior concentração de atividades agropecuárias e técno-científica do Brasil, estará expondo tecnologias sobre pecuária de corte e leite. búfalos, ovinos e caprinos.

Um festival gastronômico também movimentará a Animaltec, através de receitas inéditas no setor de alimentação com proteína de origem animal (carnes, leites e derivados).

O visitante poderá degustar carne de vitelo e de cordeiro, dois produtos de qualidade, gerados através da aplicação de tecnologia do Instituto de Zootecnia, e vêm valorizar a qualidade dos alimentos consumidos.

 

Ovinos – Cordeiro super precoce

A ovinocultura vem apresentando um acentuado crescimento no Estado de São Paulo. O aumento na demanda da carne de cordeiro é verificado na região da Grande São Paulo e, também, em Campinas, Ribeirão Preto, Sorocaba, Bauru e São José do Rio Preto.

Esses mercados vêm sendo atendidos, principalmente, pelo Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina. A qualidade das carcaças comercializadas nem sempre atende as características desejadas pelo mercado consumidor, que valoriza a carcaça de animais jovens, abatidos com idade inferior a 150 dias e peso vivo entre 28 a 32 kg.

As condições de clima, solo e topografia, bem como as características da estrutura fundiária determinam uma situação peculiar no Estado. O elevado custo da terra, o grande potencial de produção de forrageiras, as diferenças acentuadas nas curvas anuais de precipitação e temperatura e, ainda, as características próprias do mercado consumidor, determinam a necessidade de uso de sistemas de criação adequados, incluindo a utilização intensiva de pastagens e a terminação de crias em confinamento.

O sistema IZ de produção de ovinos precoce que melhor resultado vem apresentando, prevê a manutenção das matrizes a pasto até o momento da parição, quando então, mãe e crias, são confinadas em instalações simples, com piso em chão batido forrado com cama (bagaço de cana, serragem ou maravalha de madeira).

A alimentação básica consiste em volumoso (silagem ou capim picado) de boa qualidade, fornecido a vontade, e concentrado em qualidade e quantidade determinadas pela valor nutritivo do volumoso e da exigência nutricional dos animais (dependente do peso vivo da matriz e do número e idade das crias).

O período de aleitamento varia de 45 a 90 dias, dependendo da raça, nível alimentar, potencial genético das matrizes e situação de mercado, sendo que após o desmame as matrizes voltam ao pasto enquanto as crias, em esquema de acabamento, com alimentação reforçada, para abate 95 dias de idade com peso vivo médio de 30 kg.

Um fator de grande importância destacado no experimento está na produção de cordeiros super precoces livres de resíduos químicos – medicamentos, anti-helmínticos e de vacinas.

Os animais são criados sem qualquer contato com a verminose e a sua imunização contra outras doenças é obtida através da vacinação das matrizes ao final da gestação. Isso garante imunidade às crias através dos anticorpos transplacentários ou diretamente através do colostro.

A atividade se firma cada vez mais como alternativa a pequena e média propriedade rural.

Vitelos - carne tenra e de cor clara

A geração da tecnologia de criação de vitelos passa a ser uma alternativa para os produtores de gado de leite. A carne, mais macia que a de vaca, é muito apreciada na Europa. Restaurantes finos importam hoje este produto dos Estados Unidos, Canadá, Argentina e, anteriormente, vinha da Holanda.

O projeto visa um melhor aproveitamento econômico para bezerros na área de pecuária leiteira que, normalmente, são vendidos a preço baixo.

Para obter esse tipo de carne, que é característica do vitelo, devem ser selecionados animais cuja origem sejam raças leiteiras holandesas e que sejam alimentados com substitutos do leite e de forma controlada para manter sua especificidade e qualidade.

A técnica de produção de vitelos visa oferecer, em prazo de cinco meses, animais prontos para abate, com peso variando entre 180 e 200 quilos e cuja carne deve ser tenra e de cor clara.

De acordo com os pesquisadores, para a produção do vitelo não é necessário muito espaço, mas o produtor tem que dar maior atenção a alimentação e a higiene dos estábulos. Por não receberem o leite materno, esses animais ficam muito suscetíveis à doenças.

No Brasil, a criação de bezerros machos em granjas leiteiras especializadas, atinge número pequeno de animais nascidos, pois o principal objetivo de sua criação é de servirem como reprodutores. Dessa forma, apenas alguns poucos são escolhidos, sendo o excedente, sacrificado logo após o nascimento. Em propriedades leiteiras menos tecnificadas, onde a predominância é de animais mestiços, os machos muitas vezes são manejados em condições extensivas, geralmente precárias, até alcançarem a categoria de bois magros.

A carne de vitelo é muito comum nos mercados da América do Norte e Europa. A Indústria para formação de vitelos nos Estados Unidos, recebe anualmente cerca de 900.000 bezerros machos para subseqüente alimentação. No Brasil, embora ainda incipiente, existe pequeno número de produtores nesta atividade. Animais puros ou puros por cruza, com maiores pesos ao nascimento, são criados intensivamente com leite natural ou sucedâneo de leite ad libitum, com vistas à produção de vitelos de carne branca, alternativamente com menores quantidades de leite natural ou sucedâneo de leite e emprego abundante de alimentos concentrados, para produção de vitelo de carne rosa. Ambas as categorias terminam em um produto especializado, destinado à comercialização diferenciada.

Na criação de vitelos, o sistema de cooperativa entre os criadores e produtores em granjas leiteiras é de vital importância, pois estas propriedades é que estarão prevendo e fornecendo os animais recém-nascidos e alimentando-os nos primeiros dias de vida, sendo este alimento, o colostro, da maior importância para a saúde do animal.

Mais informações sobre o IZ pelo telefone (19) 3466-9434.

Serviço:

AnimalTec: Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias - Jaboticabal - UNESP

Rod. Carlos Tonanni, km 5 - CEP 14870-000
Jaboticabal - SP
Tel.: (0XX16) 3209-2600


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