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PUBLICAÇÕES >> Dissertações de Mestrado
Estoque de carbono em pastagens com diferentes sistemas de uso e manejo

Autores
Erika Maria de Lima Celegato Teixeira

Resumo

RESUMO:

Tem sido crescente a preocupação mundial em relação às mudanças no clima do planeta, decorrentes principalmente das emissões dos gases de efeito estufa (GEE) que são dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e o oxido nitroso (N2O). No Brasil a contribuição dos GEE está relacionada principalmente com a mudança no uso da terra e da agricultura que são responsáveis por mais de dois terços das emissões. O objetivo do estudo foi caracterizar o estoque de carbono - EC (Mg.ha-1) acumulado no solo, a densidade do solo nas diferentes profundidades, em vários sistemas de uso e manejo: pastagens, matas, milho no sistema de cultivo convencional, milho no sistema de integração lavoura-pecuária, bem como caracterizar quimicamente os solos e correlacionar a fertilidade com o estoque de carbono. O experimento foi conduzido, no período de dezembro de 2008 a junho de 2010, no Instituto de Zootecnia (IZ) de Nova Odessa, na Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Brotas – SP e no Centro Avançado de Pesquisa Tecnológica do Agronegócio de Bovinos de Corte em Sertãozinho, todos pertencentes à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), órgão subordinado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. A densidade apresentou menores valores nas camadas superficiais para as matas associadas às pastagens (Brotas, Nova Odessa e Sertãozinho), para os sistemas de cultivo de milho – Santa Angélica (convencional), pastagem com B. brizantha Marandu (pasto antigo e pasto melhorado), pastagem de B. decumbens, devido ao maior aporte de material vegetal e no caso das matas associadas o aporte de vegetal não sofreu a interferência das práticas de manejo. Em Sertãozinho-SP, comparando os tratamentos não houve diferença significativa (P>0,05) nos teores de carbono em vários sistemas de uso do solo, porém com relação ao estoque de carbono (EC) os maiores valores foram encontrados na área de mata nativa, 103,13 Mg ha-1. Em Brotas, os teores de carbono não apresentaram diferenças significativas (P>0,05) entre os sistemas pastagem e a mata nativa, para os estoques os maiores valores foram observados na pastagem (61,74 Mg ha-1) sendo decorrente das maiores densidades e maiores acúmulos de matéria orgânica. Em Nova Odessa, para as pastagens melhoradas de capim-Marandu versus a antiga, os estoques de carbono foram significativamente superiores em média 97,2 Mg ha-1 onde o manejo foi adotado e 85,0 Mg ha-1 no pasto antigo. Estes estoques de carbono mostraram significativas reduções (P<0,05) com a profundidade. O uso do sistema integração lavoura-pecuária mostrou um grande potencial em estocar carbono no solo. Ele representa uma alternativa promissora em recuperar pastos degradados, com produção de forragem de qualidade e para o fornecimento de matéria orgânica em quantidade suficiente para cobertura do solo durante todo o ano. Esse sistema de manejo torna o sistema economicamente viável e sustentável.


Palavras-chave: Carbono do solo, mudança do uso da terra, aquecimento global, pastagens.

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