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PUBLICAÇÕES >> Dissertações de Mestrado
Respostas fisiológicas de vacas holandesas confinadas com dietas de alta produção em ambiência distinta

Autores
Sheila da Silva Vieira

Resumo

RESUMO:

O uso de alternativas que minimizam o uso de suplementos nobres utilizadas na nutrição humana leva a sustentabilidade do sistema produtivo. Assim, a produção animal implica na utilização de recursos que visem aumentar a eficiência do sistema, com menor custo e sem danos ambientais e sociais. O ensaio experimental foi efetuado com o intuito de analisar o desempenho produtivo de vacas em lactação submetidas às dietas isoprotéicas, a base de combinação ou não de silagem de milho com cana-de-açúcar, e uso de concentrados, em condição diferenciada de ambiência e, predizer os principais fatores que mais interferem no desempenho animal. O ensaio foi conduzido no Centro APTA - Bovinos de Leite, Instituto de Zootecnia – Nova Odessa – SP. Foram utilizados 8 vacas Holandesas, multíparas, em lactação, com peso médio de 550 kg, alojadas em confinamento com cochos e baias individualizadas. Foi avaliada a composição químico-bromatológica e estimativa de consumo de matéria seca (MS), desempenho produtivo e parâmetros físicoquímicos do leite. O delineamento estatístico utilizado foi quadrado latino 4 x 4 duplo, simultâneos, em esquema fatorial 2 x 2, com os seguintes fatores: 2 fontes de volumosos suplementar na dieta (silagem de milho - SM e a combinação de cana-de-açúcar com silagem de milho – CSM, 1:1 na MS) e duas condições de ambiência (com e sem ventiladores e nebulizadores - VN), com períodos de 20 dias, sendo 11 de adaptação e 9 dias de coleta de dados. O período experimental teve duração de 80 dias, sendo 36 dias de coleta de dados. As dietas foram formuladas, de acordo com NRC 2001, com expectativa da produção de 40 kg de leite dia-1. Analisando os resultados constatou-se que não houve efeito de interação dos fatores ambiência e tipo de forragem. Constatou-se que houve maior ingestão de matéria seca (4,22x 4,03%PV, P^0,05) para dieta a base da CSM independentemente da ambiência. Contudo a conversão alimentar, para efeito de forragem, foi melhor expressa pela dieta SM (0,96 x 0,98, P^0,05) e para efeito de ambiência a ausência VN se mostrou melhor (0,95 x 0,99, P^0,05). Entretanto, não houve alteração na produção de leite (21,77 x 21,82 kg dia-1, P_0,05). Em termos de qualidade do leite a dieta a base da CSM propiciou aumento no teor de N-uréico no leite (23,21 x 20,71 mg dL-1, P^0,05) e no teor de PB (3,26 x 3,23%, P^0,05). Constatou-se que a dieta a base de SM proporcionou os maiores efeitos de temperatura de pelame (33,53 x 32,59oC, P^0,05) e freqüência respiratória (63,35 x 59,71oC, P^0,05). Isso evidencia que a dieta aumenta o calor fisiológico no processo digestivo e essa reflete em aumento da temperatura corpórea do animal. O uso de VN promove redução da umidade relativa do ar e temperatura de bulbo seco, mas o índice de temperatura umidade (ITU) mostra-se elevado no período da manhã (72,8 x 72,3, P^0,05) e com aumento significativo no período da tarde (76,6 x 75,7, P^0,05). O ITU expôs os animais a uma condição de estresse acima do nível critico, que caracteriza o nível de alerta. O uso de dietas a base da CSM interfere no consumo de matéria seca, na qualidade do leite sem afetar o conforto térmico dos animais. O ambiente avaliado não causou estresse aos animais que interferisse no consumo e produção e qualidade do leite.


Palavras-chave: ambiência, consumo, forragem, nutrição, ruminantes.

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