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PUBLICAÇÕES >> Dissertações de Mestrado
Comportamento ingestivo e temperamento de bovinos nelore : relação com eficiência alimentar e aspéctos metodológicos

Autores
Julian Aldrighi

Resumo

RESUMO: Os objetivos desse trabalho foram avaliar o comportamento ingestivo e o temperamento de bovinos Nelore classificados para consumo alimentar residual (CAR) e validar aspectos metodológicos do comportamento ingestivo de bovinos confinados. Foram utilizados 56 fêmeas e 62 machos Nelore desmamados, confinados em baias individuais durante 112 dias. O CAR foi calculado pela diferença entre o consumo observado e o predito, baseado no ganho de peso médio diário e no peso vivo metabólico, assim, fêmeas e machos foram classificados como alto, n= 19 e 21 (>média + 0,5 DP); médio n= 21 e 21 (± 0,5 DP da média); e baixo CAR n=16 e 20 (<média – 0,5 DP), respectivamente. O comportamento ingestivo foi mensurado a cada 28 dias e o temperamento foi avaliado através da velocidade de saída, REATEST®, escore composto e concentração de cortisol. Os machos apresentaram maior consumo de MS e maior ganho de peso que as fêmeas, que apresentaram maior tempo de alimentação, menor tempo de alimentação por kg de MS, menor tempo de ruminação e menor freqüência alimentar que os machos. Animais baixo CAR consumiram menos MS, passaram maior tempo se alimentando e ruminando e um kg de MS que os alto CAR. As diferenças no comportamento ingestivo indicam que os animais mais eficientes aproveitam melhor os alimentos ingeridos e demandam menos energia com atividades de alimentação. Animais baixo CAR apresentaram maior velocidade de saída em relação aos alto CAR, indicando ser mais reativos. As variâncias residuais aumentaram conforme ampliou os intervalos de registro, as correlações foram altas entre intervalos de cinco, 10 e 15 minutos. As médias das medidas de comportamento ingestivo não diferiram entre os cinco intervalos testados, exceto tempo de alimentação que foi subestimado aos 30 minutos. O número de visitas ao cocho reduziu conforme aumentou o intervalo de registros, indicando maior número de medidas perdidas e imprecisão do método para mensurar freqüência alimentar. Doze animais foram suficientes para estimar o comportamento ingestivo. Intervalos de 15 minutos geram boas estimativas da duração do comportamento ingestivo. Uma amostra de animais gera estimativa confiável do comportamento ingestivo de bovinos confinados individualmente.
 
Palavras-chave: bovinos de corte, comer, eficiência, intervalos de registro, ócio, reatividade, ruminar

 

 
ABSTRACT: The objectives of this study were to evaluate the ingestive behavior and temperament of bovines Nellore classifieds for residual feed intake (RFI) and validate methodological aspects of ingestive behavior of feedlot cattle. Were used 56 females and 62 males weaned Nellore, confined in individual pens during 112 days. The RFI was calculated by the difference between the consuption observed and the predicted, based on the average daily weight gain and metabolic live weight, thus females and males were high, n = 19 and 21 (average > 0,5 + DP); medium n = 21 and 21 (± 0,5 SD of the mean); and low RFI n = 16 and 20 (< average – 0,5 SD), respectively. The ingestive behavior was measured every 28 days and the and temperament was evaluated through flight speed, REATEST®, composite score and cortisol levels. Males had higher consumption of DM and greater weight gain than females, which had higher feeding time, shorter feeding time per kg DM, the shortest time of rumination and feed frequency often than males. Low CAR animals consumed less MS and spent more time eating and ruminating one kg of MS that the high CAR. The differences in ingestive behavior indicate that the animals more efficient leverage better the feed ingested and require less energy to activities of ingestion. Low CAR animals had higher flight speed in relation to the CAR, indicating to be more reactive. The residual variances increased as expanded registry intervals, correlations were high between intervals of five, 10 and 15 minutes. The averages of ingestive behavior measures did not differ among the five intervals tested, except feeding time which was underestimated to 30 minutes. The number of visits to the trough reduced as increased the range of records, indicating a greater number of lost and imprecision of the method for measuring frequency. Twelve animals were sufficient to estimate the ingestive behavior. Intervals of 15 minute provide good estimates of the length of ingestive behavior. A sample of animals generates reliable estimation of ingestivo behavior of confined cattle individually.
 
Key words: beef cattle, eating, efficiency, reactivity, resting, ruminate, intervals of Records

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