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Produtividade animal e valor nutricional da forragem em pastos de capim Marandu submetidos a alturas variáveis e sob lotação continua

Autores
Marisa Xavier Manço

Resumo

O presente trabalho teve por objetivo avaliar respostas de plantas e animais em pastos formados por capim Marandu (Brachiaria brizantha cv. Marandu (Hochsct ex. A. Rich) Stapf), submetidos a alturas e cargas variáveis nas estações do ano, manejados sob lotação contínua. O experimento foi realizado no Instituto de Zootecnia (IZ) de Nova Odessa, SP, no período de janeiro de 2012 a maio de 2013, seguindo um delineamento de blocos completos casualizados, com cinco repetições e medidas repetidas no tempo. Os tratamentos corresponderam a três condições de pasto representadas por duas alturas mantidas constantes (15 cm e 30 cm), e uma variável (30-15-30 cm), 30 cm na estação de águas e 15 cm na estação de seca (rebaixada em junho 2012 e elevada em dezembro de 2012). Cada uma das 15 unidades experimentais foi constituída de um piquete de 1,0 hectare, havendo 15 ha de pasto reserva para os animais reguladores. Os resultados foram considerados significativos a partir de valores de P < 0,005. A composição morfológica da simulação de pastejo foi caracterizada por três componentes e apenas nos meses de junho e agosto houveram diferenças. Em junho os resultados de lâminas: 80,78; 53,39 e 50,79, respectivamente, colmos (9,65; 24,41 e 21,72) e para material morto (10,55; 23,89 e 27, 43). E em agosto: lâminas (76,44; 64,67 e 27,99), colmo (8,89; 14,01 e 23,25) e material morto (15,17; 21,58 e 49,15). O valor nutricional da forragem coletada por simulação de pastejo foi melhor nos pastos mantidos à 15 cm com valores superiores de PB (10,95) e digestibilidade “in vitro” da MS (65,24) e menores de FDN (65,09) e FDA (33,63), pois nestes pastos a porcentagem de lâminas foi maior (84,84%) em relação aos pastos mantidos a 30 cm (76,65%) e 30-15-30 cm (71,93%). A taxa de lotação foi maior nos pastos mantidos a 15 e 30-15-30 cm em relação aos 30 cm (2,77, 2,63 e 1,96 UA/ha respectivamente). Os dias de pastejo foram iguais entre 15 e 30-15-30, maiores que 30 cm (21,70; 19,64 e 16,95). Enquanto o ganho de peso animal foi semelhante para todas as alturas, resultando em produtividade animal superior nos pastos 30-15-30 cm de dezembro/2012 a janeiro/2013 (169,78kg/ha) e o pasto mantido à 30 cm foi inferior aos demais de abril a maio/2013 (34,80 vs 38,55 e 59,88 para 30, 30-15-30 cm e 15 cm respectivamente). Pastos de capim Marandu com alturas variáveis podem ser alternativa de uso em relação aos pastos mantidos mais altos durante todo o ano.

Palavras-chave: Bovinos, ganho de peso, proteína bruta, taxa de lotação

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