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Associações entre eficiência alimentar, características de comportamento ingestivo, crescimento e carcaça em bovinos Senepol

Autores
André Lasmar Guimarães

Resumo

Diante da necessidade de se produzir animais mais eficientes no aproveitamento dos alimentos e do número reduzido de trabalhos com a raça Senepol, o objetivo desse estudo foi avaliar as associações entre eficiência alimentar e características de comportamento ingestivo, crescimento e carcaça, além de avaliar a classificação de alguns animais (n=36) quanto à eficiência alimentar, características de comportamento ingestivo e de carcaça em dois testes consecutivos. Foram avaliados 137 animais, machos e fêmeas, com peso inicial (PI) e idade inicial de 321 ± 116 kg e 471 ± 107 dias, respectivamente, por três anos consecutivos. Os animais foram mantidos em baias individuais ou em baias coletivas (GrowSafe System®) para registro do consumo individual. O CAR foi estimado, dentro de grupo de teste, como o resíduo da equação de regressão linear do consumo de matéria seca médio (CMS) sobre o ganho médio diário (GMD) e peso médio metabólico (PC0,75), e os animais foram classificados em CAR negativo (mais eficiente) e positivo (menos eficiente). O PI e GMD não diferiram entre as classes de CAR. As médias de CAR foram -0,838 ± 0,078 e 0,797 ± 0,075 kg de MS/dia, respectivamente para os animais CAR negativo e positivo, com diferença de 1,63 kg MS/dia. Animais CAR negativo apresentaram CMS, em kg/dia e em % do peso corporal médio, 11,3% e 13,1% menor que os animais CAR positivo. Animais CAR negativo apresentaram menor tempo de permanência no cocho (TPC) e menor consumo de matéria seca por visita (CV) que animais CAR positivo. Animais mais eficientes (CAR negativo) não diferiram dos menos eficientes (CAR positivo) quanto às medidas corporais (perímetro torácico, comprimento do corpo, perímetro escrotal e altura na garupa), no entanto, animais CAR negativo apresentaram menor deposição de gordura na garupa (7,13± 0,477 mm) que os animais CAR positivo (7,83 ± 0,473 mm). O CMS foi positivamente correlacionado com as características de crescimento, confirmando que o aumento do tamanho corporal do animal acarreta, invariavelmente, o aumento no consumo de alimentos. O CAR foi positivamente correlacionado com CMS expresso em kg/dia e em % do peso vivo, além do tempo de permanência no cocho e conversão alimentar (CA), e foi independente das características de crescimento (PI, PC0,75 e GMD). A CA com o GMD e a CA com a frequência de visitas ao cocho foram negativamente correlacionadas (-0,834 e -0,268, respectivamente), enquanto CA e TPC e CA e CV foram positivamente correlacionadas. A estimativa da correlação de Spearman entre o CAR estimado no primeiro teste e o CAR estimado no segundo teste foi 0,69, indicando que não deve ocorrer grande alteração na classificação dos animais quanto ao CAR. A maioria dos animais também mantiveram a classificação para as características de carcaça e de comportamento ingestivo entre os dois testes. Animais mais eficientes apresentaram menor deposição de gordura na garupa em relação aos menos eficientes. A alta correlação do CAR entre as duas fases de avaliação oferece uma oportunidade para identificação de bovinos da raça Senepol que mantêm a eficiência alimentar em outra fase do ciclo de produção.
Palavras-chave: bovinos de corte, classificação, desempenho, espessura de gordura.

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