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PUBLICAÇÕES >> Dissertações de Mestrado
INDICADORES DE BEM-ESTAR DE POEDEIRAS SEMIPESADAS ALOJADAS EM DIFERENTES DENSIDADES

Autores
Tatiane Cristina Lagassi

Resumo

Foram utilizadas 432 poedeiras semipesadas com 20 semanas ao início do período experimental, distribuídas em um delineamento em blocos completos aleatorizados sendo estes caracterizados pela concatenação das linhagens com colunas de gaiolas; os tratamentos foram quatro densidades ou taxas de lotação na gaiola (375; 450; 562,50 e 750 cm2/ave) com seis repetições, totalizando 96 parcelas experimentais. As rações foram formuladas de acordo com as recomendações dos manuais de manejo. O desempenho foi obtido através do peso dos ovos (g), consumo de ração (g/ave/dia), conversão alimentar por dúzia (kg/dz) e por quilo de ovo (kg/kg), percentagem de postura (%) e massa de ovos (g/ave/dia). A qualidade dos ovos avaliada através do peso dos ovos, resistência à quebra (RQ), altura do albúmen, unidades Haugh (UH), espessura da casca (EC), percentagens de gema, albúmen e casca (%) e índice gema. O bem-estar das aves foi avaliado através de indicadores clínicos e fisiológicos das aves, com as variáveis escores de lesão e batimentos cardíacos analisados com auxílio do pacote estatístico PROC MIXED do SAS (1994), sob modelo misto, considerando os efeitos da densidade, período e a interação entre estes, como fixos, além dos efeitos aleatórios de bloco e resíduo. Além disso, por se tratar de medidas repetidas longitudinalmente, buscou-se a melhor estrutura de covariância para cada variável. Quando adequado, aplicou o teste de Tukey-kramer para a comparação de médias (p<0,05). Não houve efeitos significativos (p>0,05) das densidades de alojamento para as variáveis peso dos ovos, conversão por dúzia e por quilo de ovos, mas efeitos significativos foram observados (p<0,05) na percentagem de postura, massa de ovos e consumo de ração, favorecidas nas densidades 750 cm2 e 562,5 cm2 (3 e 4 aves por gaiola), mas com maior consumo de ração nes- tes tratamentos, quando comparada as demais densidades. O aumento do número de aves nas gaiolas diminuiu o consumo de ração, a percentagem de postura e a massa de ovos. Não houve efeito significativo (p>0,05) das densidades sobre para as variáveis peso dos ovos, percentagens de gema, albúmen, casca e unidades Haugh, mas efeitos significativos (p<0,05) foram observados na espessura de casca e resistência a quebra, com os maiores valores de espessura de casca e resistência a quebra observados nos tratamentos 562,5 cm2, seguido de 450 cm2 e 375 cm2 e os menores valores na densidade 750 cm2. Não houve diferenças significativas (p>0,05) das densidades sobre a frequência cardíaca, temperatura cloacal e lesões na crista, quilha e abdômen, mas efeitos significativos (p<0,05) foram observados nas patas e empenamento das aves, onde o aumento do número de aves na gaiola prejudicou o empenamento, mas piorou as lesões nas patas. Não houve efeitos significativos (p<0,05) das densidades de alojamento sobre a produção de imunoglobulina IgY na gema dos ovos. Conclui-se que altas densidades de alojamento, prejudicam o bem-estar das poedeiras com produção de ovos de qualidade externa inferior.

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